Tag Archives: fotografia

New York Lovers – parte 1

18 maio

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“Encontrar num outro parecido, ou num outro muito diferente, o amor.

Nova York junta chinesa com inglês, jamaicano com espanhola, americana com canadense, inglês com alemã, irlândes com húngara, homens com homens, mulheres com mulheres.

Amor do mundo todo, de todo jeito, de um jeito que não tem em nenhum outro lugar do mundo.”

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“Fiquei apaixonada. e comecei a registrar. New York Lovers é o meu projeto para as aulas de fotografia documental. O amor à diversidade. O amor à liberdade. O amor por essa cidade. O meu amor pela fotografia.”

Esse amor todo (e o projeto bonito) é da Elisa Mendes.

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Bia

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Dancing With Invisible Light

26 abr

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Ao fotografar seus amigos enquanto jogavam um daqueles jogos de dança no Xbox Kinect, a fotógrafa americana Audrey Penven teve uma grata surpresa: o infra-vermelho usado pelo console pra captar os movimentos dos jogadores cria um efeito de luz invisível a olho nu.

Inspirada por esse achado, ela resolveu afinar essa técnica fotografando bailarinos em um estúdio completamente escuro, usando somente o flash de sua câmera. O resultado ficou digno de ficção científica:

“As a photographer I am most interested in the nature and quality of light: how light behaves in the physical world, and how it interacts with and affects the subjects that it illuminates. During this shoot my models and I were essentially working blind, with the results visible only after each image was captured. Together, we explored the unique physicality of structured light, finding our way in the darkness by touch and intuition. Dancing with invisible light.”

Um acaso feliz.

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Bia

Photoshop manual

14 abr

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Uma rápida olhada no trabalho da fotógrafa  Tierney Gearon e você pode pensar que ela usou Photoshop, já que suas imagens são quase todas em “layers” (camadas, num bom português pra quem não é dsááááiner). Porém, não é nada disso. A fotógrafa faz tudo manualmente –  e o resultado é impressionante.

 

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Montagens de sua família e cenas de seu cotidiano são a matéria prima de Gearon. Ela ganhou fama nove anos atrás, após a polêmica exposição I am Camera. Por lá, foram expostas fotos de seus filhos e, em algumas delas, as crianças apareciam nuas. Não à toa, gerou muita controvérsia.

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Hoje, Gearon faz parte do catálogo da Phillips de Pury, mas antes trabalhou como modelo (já fotografando os bastidores da moda com sua Polaroid, o que rendeu até exposição). Só que a paixão pela fotografia falou mais alto e ela acabou mudando de lado. Hoje suas fotos emplacam em revistas como The New Yorker e Vanity Fair .

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Pra saber mais, visite o site da moça.

 

 

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Bia

Projeto: Bailarina

18 mar

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A gente sabe que se você ler em mais algum lugar algo sobre “como-o-ballet-está-em-voga-no-mundo-por-causa-da-histeria-pós-black-swan-e-puxa-como-o-filme-é-lindo-e-incrível-e-gente-a-natalie-portman-mereceu- mesmo-aquele-oscar, hein?” você provavelmente vai vomitar no teclado do computador.

MAS CALMA e presta atenção nessa dica que vale a pena.

Queria te falar sobre o Ballerina Project. O blog posta fotos de bailarinas dançando com Nova York como pano de fundo. O contraste entre a leveza do balé e o cenário urbano, muitas vezes duro, é bem poético.

Algumas fotos são coloridas, outras em preto e branco – todas igualmente lindas. Cada cenário é diferente do outro, o que mostra a versatilidade da cidade que nunca dorme. Cada foto é acompanhada de um textinho contando um pouco como foi o shooting.


Quem está por trás do blog é a fotógrafa Dane Shitagi que, apesar de atualmente morar em NY, nasceu em Honolulu, no Havaí. O conceito do projeto é a ideia de “Nova York como como um ímã para a criatividade”.


Para quem quer um pouco mais de poesia na vida, vale o clique.

 

 

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Bia

Lomo-filia

18 fev

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De uns anos para cá, a  lomografia virou febre mundo afora. Começou espontaneamente nos anos 90 e acabou tomando proporções de um movimento internacional sociocultural.

Ou “coisa de mudérno”, como você preferir.

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A culpa é da Lomo, câmera criada em 1982, originalmente para ser popular. Porém, por conta das lentes que criam efeitos psicodélicos e de sua capacidade de fotografar com pouca luz, não à toa as tais máquinas de origem russa viraram febre. E se a gente acha bacana agora, imagina em uma época em que nego nem sonhava com photoshop?

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A lomografia como técnica fotográfica surgiu na República Tcheca, durante os anos 90 – uma invenção de dois estudantes de Viena que estavam de férias e saíram fotografando por aí com uma Lomo Kompact Automat.

Eles só não poderiam prever que o resultado ficaria tão legal com cores saturadas, borrões, luzes em movimento, imagens desfocadas e efeitos lisérgicos. Coisa que só era possível com uma Lomo até então (algumas têm quatro lentes, uma sobre a outra). Pois bem, a dupla gostou tanto que espalhou a notícia e, logo, um monte de artistas aderiu.

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No final das contas, o termo “Lomografia” acabou tendo o significado do ato de fotografar sem pensar demais, ignorando as regras estabelecidas do que seria “boa” fotografia.

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É minha gente, foto do Donde com câmera digital é coisa do passado.

E aproveitando essa febre de lomografia (que é uma graça),  ‘Adílson, o Júnior‘ tá preparando um projeto bacana envolvendo lomos e buátis. Já já a gente te explica melhor essa história.

Bêjo, sô puro mistério.

 

 

 

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Bia

Je suis une fille parisienne

15 fev

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Ah, as francesas… as moças magras e elegantes, tomando café o dia todo, andando por aí com roupas incríveis e um cigarro na mão…

O voyeur que existe em todos nós tomou forma no fotógrafo Baudouin, que decidiu retratar esse mito feminino. A série de fotografias  I’m a Parisian Lady mostra mulheres parisienses anônimas em suas casas, identificadas pela estação de metrô de onde moram, primeiro nome e profissão.

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O bacana é ver os diferentes estilos de cada uma,  as diferentes decorações, e como elas combinam com o modo de ser de suas habitantes (observe que livros e revistas têm presença obrigatória na maioria dos ambientes, bien sûr).

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E pra mais inspiração de parisienses de estilo, vale rever esse post aqui. Ah, as francesas….

 

 

 

 

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Bia

Essa tal moda de Moda de Rua

10 fev

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Anônimos podem gerar tendências? Ao invés de seguir o figurino ditado nas semanas de muóda ou nos editoriais fotográficos nas grandes revistas, é possível se inspirar em pessoas comuns? Em “gente como a gente”?

Que pergunta besta, sô! Lógico que sim!

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Inspiradíssima com esse batom vermelho

Toda ótima

Fazendo a Gadaleta

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Os sites de moda de rua estão mudando o olhar do mundo da moda de uma maneira muito bacana: eles são mais dinâmicos, mais ricos, mais abrangentes e – o melhor de tudo – mais inspiradores. Não há nada melhor do que ver alguém da “vida real” usando algo que nos inspira, que dá vontade de usar também.

Hoje as tendências nascem com as pessoas e são nelas que os estilistas buscam inspiração. Faz sentido.

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Casaco de lã - alguém lembra disso? Falta muito pro inverno?

Alguém sabe do Eric (Hiromy)? Ele tá vivo?

Fazendo a excêntrica divertida

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O pai de todos os sites de street style é  o The Sartorialist,  do fotógrafo Scott Schuman.

Este nova-iorquino trabalhava como publicitário, até que em 2005 a sua paixão por fotografia o levou a sair pelas ruas fotografando pessoas que tivessem um estilo pessoal admirável. As fotos selecionadas eram postadas em seu blog, que em poucos meses virou referência dos fashionistas.

Hoje, o cara é um clássico.

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Scott Schuman, o Sartorialist

Yvan Rodic, o FaceHunter

E Garance Doré, a ... bom, a Garance Doré.

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Seguindo os passos de Schuman, vários outros blogueiros amantes de fotografia e moda passaram a fazer o mesmo, e o resultado é que hoje temos inúmeras fontes de inspiração deste tipo na internet.

Cidades até então ignoradas pelos fashionistas – como Estocolmo (Suécia), Helsinque (Finlândia) e Reykjavík (Islândia) – passaram a ganhar peso igual às chamadas ‘capitais da moda’.

Como bem disse Yvan Rodic, dono do hypado Face Hunter: “As grandes semanas de moda podem até continuar nos mesmos lugares, mas a inspiração não virá mais de lá”.

 

 

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Bia

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